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Dossiê
Sem chão
Em Baque, peça que fica em cartaz até 14 de agosto no Sesc Belenzinho, o autor norte-americano Neil LaBute (o mesmo do filme Enfermeira Betty, de 2000) criou três episódios diferentes. Em comum, os personagens convivem com a completa falta de sentido numa vida cheia de contradições. Em sua primeira montagem no Brasil, o texto tem direção de Monique Gardenberg. No elenco, Deborah Evelyn, Emilio Mello e Carlos Evelyn. O cenário é do arquiteto Isay Weinfeld.
Bem no compasso
Já imaginou a Pantera Cor-de-Rosa sem a inesquecível trilha de Henry Mancini? Ou uma cena de suspense, seja numa performance, no teatro ou no cinema, em que ao fundo se ouve samba? Seria puro descompasso. Em julho aconteceu, pela primeira vez no Brasil, a Mostra de Música Cênica, realizada no Sesc Ipiranga. Com curadoria de Dalga Larrondo, o evento mostrou ao público a importância e as diferentes formas de interação da música com modalidades artísticas.
Toquinho em festa
O cantor e compositor Toquinho lançou o CD Passatempo – Retrato de uma Época, produzido em comemoração a seus 40 anos de carreira, com show no Sesc Vila Mariana. No repertório, clássicos como Aquarela, O Caderno e Carta ao Tom 74, além de boleros, tangos e sambas-canções dos anos 50, sucessos nas vozes de Nelson Gonçalves, Ângela Maria e Dolores Duran. Por enquanto, só é possível adquirir o disco pelo site www.circuitomusical.com.
Direto do original
Mamede Mustafa Jarouche, autor da primeira tradução de As Mil e Uma Noites do árabe para o português, foi o convidado de julho do projeto Terceiras Terças, do Sesc Santos. A obra ficou conhecida no mundo ocidental há 300 anos a partir da tradução francesa, que originaram as versões que os brasileiros conheciam até então. A previsão é que até o final de 2006 os cinco volumes da obra traduzidos por Jarouche estejam nas livrarias.
Hip Hop em retrospectiva
Em julho o CineSesc apresentou a primeira edição da Mostra de Filmes Hip Hop. Entre os títulos, destaques como Letter to the President, narrado pelo rapper Snoop Dogg, que traça um paralelo entre o governo de Ronald Reagan nos anos 80 e a explosão do hip hop; e Tupac Shakur – Thug Angel, que conta a vida do rapper norte-americano assassinado em 1996. O trailer dos filmes podem ser vistos no site www.qd3store.com. Como parte do evento o palco da choperia do Sesc Pompéia abriu espaço para um show com apresentação do DJ e rapper californiano Madlib (foto).
Tem diva no teatro
Tônia Carrero esteve em cartaz no Sesc Santos em julho com a comédia Chega de História (que pode ser vista na cidade de São Paulo até setembro). Dirigida por Fauzi Arap, a atriz vive Dona Filó, uma professora aposentada que ao dar uma palestra desvia de seu assunto e passa a falar sobre a precária situação da cultura e educação no Brasil. Aos 82 anos, a diva não dá sinais de querer se aposentar. “Parar de trabalhar? Não vejo a menor graça nisso. Se for o caso, prefiro que Deus me dê uma morte rápida”, disse a atriz com quase 60 anos de carreira, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.
Desde os primórdios
A exposição Máquinas do Tempo, que pode ser vista no Sesc Pompéia até novembro, traz a cada mês uma parte do acervo do Museu do Computador. Em agosto, a retrospectiva será sobre a história dos sistemas de impressão. No mês seguinte serão expostos os principais computadores já fabricados no Brasil. Em outubro, é a vez de os aficionados de jogos eletrônicos se esbaldarem com o módulo Consoles de Games e matar a saudade do velho e bom Atari. Para encerrar, em novembro, o visitante conhecerá tudo sobre os portáteis laptops.
Bem Brasil no Sesc Pompéia
A partir de julho os shows da série Bem Brasil, transmitida pela TV Cultura, passaram a ser gravados na unidade Pompéia, deixando o palco do lago do Sesc Interlagos. O show de abertura do novo formato foi com Alceu Valença.
Novo Sesc
Nos dias 16 e 17 de julho o Sesc marcou presença nas comemorações do aniversário de 67 anos do Jardim São Paulo, em Santana, zona norte da capital. Na ocasião, um posto de serviços dava informações sobre a nova unidade a ser inaugurada na região.
“Não diria que sou um poeta marginal, mas sim um poeta derodapé que vira o livro de cabeça para baixo e se torna poeta de cabeçalho (...) Não, não sou marginal, sou mais é inconformado, ou ‘informatável’.”
Glauco Mattoso, convidado do projeto Flerte Literário – Poemas da Exclusão, do Sesc Pinheiros
“Quando era pequena gostava de fábulas, mas odiava a moral no fim de cada história. Perguntava-me se achavam que eu era burra, pois eu sabia que podia tirar minhas conclusões sozinha. Assim é com o teatro; (...) Se o conteúdo for ruim irá deseducar o público, mas se a forma não for eficaz não transmitirá o conteúdo.”
Tatiana Belinky, autora de Beijo, Não! (foto), peça infantil encenada pelo grupo Luz e Ribalta, no Sesc Vila Mariana
“Acho que depois da Jovem Guarda e da Tropicália não apareceu nenhum movimento de rock tão forte no Brasil quanto na década de 80. Acabamos adaptando a nossa linguagem e criando uma identidade para o nosso rock.”