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LIVRO E LEITURA postado em 31/08/2023

Amor à bibliodiversidade

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Cinco novos volumes da Coleção Bibliofilia são lançados pelas Edições Sesc em coedição com a Ateliê Editorial em um momento de profundas mudanças no mundo do livro e do impresso

 

Organizada pelos professores Marisa Midori Deaecto e Plinio Martins Filho, a Coleção Bibliofilia chega às livrarias e lojas virtuais com mais cinco novos títulos: Bibliofilia e exílio, de Mikhail Ossorguin; A vida notável e instrutiva do mestre Tinius, de Johann Georg Tinius; Os admiradores desconhecidos de “La Nouvelle Héloise”, de Daniel Mornet; As paisagens da escrita e do livro, de Frédéric Barbier; e As bibliotecas particulares do Imperador Napoleão, de Antoine Guillois. 

As obras, traduzidas pela primeira vez no país, têm como projeto gráfico capas artesanais, coladas uma por uma com serigrafia inédita e confeccionadas pela Casa Rex, de Gustavo Piqueira e Samia Jacintho. A Coleção nasce em um momento de profundas mudanças no mundo do livro e do impresso, as quais tocam tanto a produção editorial quanto as formas de transmissão da linguagem escrita e seus mecanismos de recepção. Porém, o amor ao livro permanece. 

Entre colecionadores experimentados e jovens amantes da leitura, esse amor tem se convertido em movimentos de valorização da bibliodiversidade. Conhecer para valorizar. Valorizar para cuidar e preservar: não poderia ser outro o espírito que guia esses preciosos livros de bolso. Fazem parte também da coleção as três primeiras publicações: Da argila à nuvem, de Yann Sordet; O que é um livro?, de João Adolfo Hansen; e A sabedoria do bibliotecário, de Michel Melot, lançandos em 2019.

 

 

Conheça os cinco novos volumes:

Em As paisagens da escrita e do livro, de Frédéric Barbier, o leitor é convidado a empreender uma longa viagem através da Europa, da planície de Peste à Península Ibérica; das cidades alemãs do Norte à costa do Mediterrâneo, na Península Itálica e na Grécia. 

No Bibliofilia e exílio, de Mikhail Ossorgu, são reunidos em textos referências e fatos relativos à história do livro russo, ou mesmo de edições em língua eslava. Mas a leitura pode também ser feita em outra chave: a do autor exilado que encontra um nexo com seu passado e com sua cultura através dos livros.

Já a obra A vida notável e instrutiva do Mestre Tinius, trata-se de um registro biográfico e sensacional de um bibliófilo cujas práticas estabeleceram os parâmetros entre o amor e a loucura pelos livros, na Europa do século XVIII. 

No volume Os admiradores desconhecidos de “La Nouvelle Héloise”, Daniel Mornet quebra a distância fria que se instala entre o autor e o Leitor. A matéria-prima para a escrita deste ensaio vigoroso e original, publicado em 1909, foram as copiosas cartas que Jean-Jacques Rousseau recebeu dos leitores de seu romance epistolar.

E na última publicação, intitulada As bibliotecas particulares do Imperador Napoleão, Antoine Guillois compõe um retrato bastante original e pouco conhecido de uma figura épica. E que jamais descuidou das leituras e dos livros, mesmo nos momentos mais inglórios de uma jornada intensa.

 

Veja também: 

Apaixonados por livros | Para celebrar o prazer proporcionado pela leitura e a importância social, cultural, econômica e simbólica do livro, a Ateliê Editorial e as Edições Sesc uniram-se para lançar a Coleção Bibliofilia.

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