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Almanaque Paulistano

ALMANAQUE PAULISTANO

Painel do Hospital Santa Catarina

Em substituição às antigas janelas do térreo do bloco B do Hospital Santa Catarina, localizado na avenida Paulista, em São Paulo, foram instaladas 24 placas de bronze, de 2,10 m x 1 m cada uma, que formam um grande painel chamado Vida. O conjunto, inaugurado em 2002, é assinado pelo artista plástico italiano Marco Ulgheri e explora o fenômeno da medicina como uma intervenção humana no ciclo natural da vida e da morte. O tema tratado em cada baixo-relevo tem seu período cronológico identificado por bordas decorativas e, em geral, foca-se na invenção mais do que em seu inventor. Dessa forma, a leitura da instalação revela a trajetória da inteligência humana como o grande patrimônio intangível da humanidade. O percurso expositivo, cuja ordem original é da direita para a esquerda, é subdividido em três partes: a história da medicina – da antiguidade até o século 19; a fundação do Hospital Santa Catarina; e novamente a história da medicina, do século 20 até os dias de hoje. Em dezembro de 2009, foi concluída a restauração do prédio mais antigo do hospital, datado de 1949, obra que incluiu uma iluminação especial para valorizar tanto a arquitetura neoclássica do edifício quanto o conjunto de obras.


VISTAS CONTEMPORÂNEAS

Exposição As Grandes Epidemias, no Instituto Butantan

De janeiro a maio deste ano, ocorre no Centro de Difusão Científica do Instituto Butantan a exposição As Grandes Epidemias. A mostra, iniciativa do Museu de Microbiologia do Instituto, dá a oportunidade de conhecer a história de algumas doenças por meio de vídeos e painéis ilustrativos. É possível saber, por exemplo, como a varíola foi erradicada e, mais importante, que é preciso continuar atento para que enchentes e ratos com pulgas contaminadas não provoquem novos surtos. Os visitantes poderão entender ainda por que a Aids e a gripe são doenças mundiais e por que existem até hoje. Segundo a diretora do museu, a doutora Milene Tino De Franco, o grande objetivo do projeto é “informar e alertar o público para o perigo que as epidemias representam”. A coordenadora da instituição, professora Glaucia Colli Inglez, complementa dizendo que informações mesmo sobre doenças já erradicadas são de suma importância para a população. “Esse tema tem se mostrado relevante nos dias de hoje face às ameaças de epidemias a que estamos expostos”, alerta. As Grandes Epidemias tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Fundação Vitae. O endereço é avenida Vital Brasil, 1.500, no bairro do Butantã, Zona Oeste da capital. O horário é de terça a domingo das 10h às 16h. É cobrada uma taxa de R$ 6 para visitar os museus que compõem o instituto. Estudantes com identificação pagam R$ 2,50. Crianças até sete anos, idosos a partir de 60 anos e pessoas com deficiência não pagam.