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Dossiê

Postado em 01/11/2005

Sempre Macunaíma

Fica em cartaz até 8 de dezembro no Sesc Santo André o projeto Na Terra de Macunaíma, com curadoria de Audálio Dantas e Fernando Granato. A idéia é aproximar o público de uma das mais importantes obras da literatura nacional, Macunaíma, e de seu autor, Mário de Andrade. Para isso, a programação envolve uma exposição e diversas outras atividades, como oficinas, palestras, shows e performances com o ator Pascoal da Conceição (foto), que já interpretou o escritor modernista na TV na minissérie Um Só Coração (2004), da TV Globo, e no teatro, em Tarsila (2004).

 

 

 

  

A Vida na Pele

A bailarina René Gumiel (na foto, ao lado de Inês Bogéa e Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc São Paulo) dedicou a vida à dança e ajudou a modernizá-la no Brasil, nos anos 70, no Teatro de Dança Galpão, no Ballet Stagium e no Balé da Cidade de São Paulo. Nascida na França há 92 anos, ela agora aparece no documentário René Gumiel – A Vida na Pele, de Sérgio Roizenblit e Inês Bogéa, lançado no CineSesc, e que aborda desde sua chegada ao Brasil, em fins dos anos 50, até os dias de hoje. Realizado por meio do programa DocTV SP, uma iniciativa conjunta da TV Cultura, STV – Rede SescSenac de Televisão e Secretaria de Estado da Cultura, o filme tem o apoio da Associação Brasileira de Documentaristas – Seção São Paulo (ABDSP) e da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.

 

 

 

 

O Bom do Brasil

O diretor regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda, representou o trabalho desenvolvido pela entidade no campo da cultura e das artes, ao lado de Ariano Suassuna (PE), Marco Nanini (RJ) e Adriana Varejão (RJ), entre outros, na homenagem especial O Bom do Brasil, da revista Ícaro, da Varig. A publicação anual traz personalidades e instituições de diversas regiões retratadas em perfil.

 

 

 

 

Melhor programação

Em outubro, o 1º Prêmio Bravo! Prime de Cultura, uma parceria da revista Bravo! com o banco Bradesco, e apoio do Grupo Pão de Açúcar, consagrou iniciativas da produção cultural brasileira. O Sesc São Paulo levou o troféu de Melhor Programação Cultural, categoria em que concorreu com a Pinacoteca do Estado de São Paulo e o Instituto Moreira Salles. A seleção dos finalistas e a escolha do vencedor foram feitas por uma comissão formada por um crítico, um artista e um pesquisador de cada área premiada. Para a Melhor Programação, premiação especial, todos os jurados votaram.

 

 

Cem anos sem Ibsen

Segue até o início de novembro, no Sesc Consolação, o Festival Centenário Ibsen, homenagem ao autor norueguês Henrik Ibsen (1828-1906), cujo centenário de morte será em 2006. A programação conta com exposição, palestras e leituras dramáticas de obras do escritor, dirigidas por Mário Bortolotto, Paulo de Moraes, Sérgio Ferrara e Zé Celso Martinez Corrêa. Um dos destaques é o espetáculo O Pequeno Eyolf (foto), de 1894, em cartaz até dia 6, que mostra os conflitos vividos por dois casais e o filho de um deles. A peça tem direção de Paulo de Moraes.

 

 

 



Mestre Molina na França

A mostra intitulada Les Bidules du Maître Molina, em cartaz no Pavillon des Arts, na região central de Paris, que apresenta 14 geringonças de Mestre Molina, tem feito sucesso, especialmente entre as crianças. Grupos de escolas têm visitado a exposição diariamente e os alunos se encantam com o aspecto lúdico e os movimentos das obras.

 

 

 

 

 

 

Arte engajada

Em outubro foi exibida no CineSesc uma série de filmes em que a ditadura militar (que governou o Brasil de 1964 a 1985) tem papel importante na trama. O evento, realizado em homenagem ao jornalista Wladimir Herzog, morto sob tortura há 30 anos, contou com a parceria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e da Galeria Olido. Durante os nove dias de mostra, foram exibidos longas como Terra em Transe (foto), de 1967, de Glauber Rocha, e títulos mais recentes, como Quase Dois Irmãos (2005), de Lúcia Murat, e Cabra Cega (2004), de Toni Ventura.

 

 

 

Preta, preta, pretinha

Em outubro dividiram o palco no Sesc Pompéia os cantores Luiz Melodia, Baby do Brasil, Elza Soares (foto), a banda Lampirônicos e os guitarristas Davi Moraes e Lanny Gordin. Eles interpretaram músicas do disco Acabou Chorare, gravado em 1972 pelos Novos Baianos. A reunião foi parte do projeto Disco de Ouro, que apresenta o resultado de uma pesquisa feita entre 12 críticos musicais sobre quais seriam os dez grandes álbuns da música brasileira. O próximo show será a reinterpretação de Tropicália ou Panis et Circenses (1968), de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Nara Leão, Gal Costa, Torquato Neto e Rogério Duprat.

 

 

 

Mídia e questão racial

Os desafios que questões de raça e etnia impõem à mídia foram tema do Encontro Internacional África-Brasil, evento realizado no Sesc Vila Mariana em outubro que reuniu jornalistas, educadores e pesquisadores. De acordo com Maria Aparecida Silva Bento, diretora executiva do Centro de Estudos das Relações do Trabalho e de Desigualdade (Ceert), a mídia brasileira ainda tem muito que fazer nessa área. “Primeiro ela tem que ser qualificada e formada sobre a temática. Depois, é necessário que consiga, de fato, inserir a discussão das relações raciais na sociedade. Por fim, deve abrir espaço para veicular a diversidade racial e étnica que compõe o nosso País.”

 

 

“Quando assisti a este espetáculo [Os Sete Afluentes do Rio Ota], em 1996, tive a certeza de estar diante de uma obra-prima, de uma experiência teatral sem precedentes. (...) Ao atravessar os últimos 50 anos do século 20, esta obra nos revela, com toda a poesia e delicadeza, nossa comovente insignificância e complexa humanidade.”

Monique Gardenberg, diretora da montagem brasileira de Os Sete Afluentes do Rio Ota.
A peça, escrita pelo canadense Robert Lepage, fica em cartaz até 6 de novembro no Sesc Belenzinho

 

 

“Nós, os idosos, somos os depositários da memória cultural de nosso povo – a memória das lutas em prol da democracia, em seu sentido mais radical de liberdade, igualdade e justiça”.

Excerto da Carta de Avaliação do Estatuto do Idoso, implementado há dois anos no Brasil, elaborada por representantes de grupos de idosos de todo o País que estiveram reunidos, em outubro, no Sesc Pompéia.Veja o texto na íntegra no site www.sescsp.org.br

 

 

“Quem, diante do espetáculo oferecido pelo mundo em que vivemos, veja razões para ser otimista é uma pessoa que ou não percebe aquilo que se passa ou então faz de conta que não entende.”

José Saramago, escritor português e Prêmio Nobel de Literatura, esteve no Sesc Pinheiros em outubro para o lançamento mundial de As Intermitências da Morte (Companhia das Letras, 2005), seu último livro

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